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sábado, 28 de agosto de 2010

Das verdades sobre o vício

      Nós, meros mortais, somos movidos a vícios. Alguns temporários, outros permanentes (voluntária ou involuntariamente). A questão é que a gente aprende que, sem alguma coisa pra se obcecar, é como se não aproveitássemos a juventude (ou o que resta dela).
       Vejamos o exemplo do cigarro; todo mundo já nasce sabendo que o cigarro vicia, que faz mal pra saúde, prejudica quem vive perto, causa sofrimento e etc e tal. Mas - pode perguntar pra qualquer um - a maioria dos fumantes se apegam ao cigarro assim mesmo, como uma forma de relaxar, ocupar um espaço de tempo. Um cigarro depois do seo, um cigarro depois da bebida, um cigarro depois da briga, um cigarro porque tá com insônia, um cigarro porque o time ganhou, outros dois porque o time perdeu e assim vai.
       Mas tem também aquele vício forçado, só por modinha. É o caso de muita gente viciada em compras, por exemplo. Vê na tv que tem gente viciada nisso e, automaticamente, já se diz dependente.
       Bem, adquirido ou não, o que cabe à gente é cuidar dos nossos vícios, porque sejam eles bons ou ruins, fazem parte do que somos e do que queremos ser. Anular uns, adquirir outros, o que importa é saber o que é bom.