O caso é que religião virou moda. Você se diverte, pinta o 7, tem uma época SUPER FELIZ, faz amigos, aí, de repente, você se decepciona com alguém (o que acontece em TODO lugar) e começa a se afastar de tudo e ir pra igreja. Aí passa a dizer pra todos os seus amigos (inclusive aqueles que te faziam bem) que aquilo é errado, que tudo o que vocês faziam juntos era coisa do capeta. Larga sua turma, vira piolho de bíblia, enfim, vive pra igreja. Mas não tá certo. Ninguém vive SÓ de Deus.
Vamos analisar um caso de fanatismo religioso. Digamos, uma velhinha que more perto da sua casa. Vai todos os dias para a missa, reza um rosário por dia, participa de novena e vai pra casa de todo mundo com a santinha pra orar. Até aí tudo bem. Agora, olha qual é a fama dela por aí: "Ah, dona Maria é muito fofoqueira. Prende o neto dentro de casa, só deixa sair se for pra grupo de oração. Fala mal de todo mundo, acha que está sempre certa. Ô língua grande!". Não estou mentindo em dizer que quase toda 'dona maria' tem essa fama. Ela acha que igreja é tudo.
Deus é importante, sim, cada um necessita de uma crença, ainda que essa seja na não existência dele. Mas acontece que, como tudo na vida, a gente tem que saber ordenar em nosso dia a dia. Não se pode simplesmente virar as costas a todo mundo que te fazia bem antes de entrar na igreja, e muito menos acreditar que as pessoas 'de Deus' não vão te decepcionar. Por experiência própria, eu sei que essas pessoas decepcionam até mais do que as 'do mundo'. A gente põe muita confiança de que lá as coisas são diferentes, mas são pessoas de carne e osso.
Enfim, a minha opinião é que se saiba conciliar o bom do ruim em todo mundo que você se relaciona, dentro ou fora de denominações. E não seja uma dona Maria, que tem mente fechada. Tenha a mente aberta e aprenda a decidir quem é melhor pra sua vida.
Ah, e antes que comecem a dizer que sou ateu, que prego o satanismo ou algo exagerado do tipo, eu peço: leia filosoficamente, porque, se você ler religiosamente, já vai começar a leitura com pedras na mão. E deixando bem claro: sim, acredito, confio e oro a Deus.
*agradecimentos à Gláucia Mantoan (@GlauciaMantoan), que me abriu algumas visões que a gente não enxerga quando escreve o texto.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
sábado, 28 de agosto de 2010
Das verdades sobre o vício
Nós, meros mortais, somos movidos a vícios. Alguns temporários, outros permanentes (voluntária ou involuntariamente). A questão é que a gente aprende que, sem alguma coisa pra se obcecar, é como se não aproveitássemos a juventude (ou o que resta dela).
Vejamos o exemplo do cigarro; todo mundo já nasce sabendo que o cigarro vicia, que faz mal pra saúde, prejudica quem vive perto, causa sofrimento e etc e tal. Mas - pode perguntar pra qualquer um - a maioria dos fumantes se apegam ao cigarro assim mesmo, como uma forma de relaxar, ocupar um espaço de tempo. Um cigarro depois do seo, um cigarro depois da bebida, um cigarro depois da briga, um cigarro porque tá com insônia, um cigarro porque o time ganhou, outros dois porque o time perdeu e assim vai.
Mas tem também aquele vício forçado, só por modinha. É o caso de muita gente viciada em compras, por exemplo. Vê na tv que tem gente viciada nisso e, automaticamente, já se diz dependente.
Bem, adquirido ou não, o que cabe à gente é cuidar dos nossos vícios, porque sejam eles bons ou ruins, fazem parte do que somos e do que queremos ser. Anular uns, adquirir outros, o que importa é saber o que é bom.
Vejamos o exemplo do cigarro; todo mundo já nasce sabendo que o cigarro vicia, que faz mal pra saúde, prejudica quem vive perto, causa sofrimento e etc e tal. Mas - pode perguntar pra qualquer um - a maioria dos fumantes se apegam ao cigarro assim mesmo, como uma forma de relaxar, ocupar um espaço de tempo. Um cigarro depois do seo, um cigarro depois da bebida, um cigarro depois da briga, um cigarro porque tá com insônia, um cigarro porque o time ganhou, outros dois porque o time perdeu e assim vai.
Mas tem também aquele vício forçado, só por modinha. É o caso de muita gente viciada em compras, por exemplo. Vê na tv que tem gente viciada nisso e, automaticamente, já se diz dependente.
Bem, adquirido ou não, o que cabe à gente é cuidar dos nossos vícios, porque sejam eles bons ou ruins, fazem parte do que somos e do que queremos ser. Anular uns, adquirir outros, o que importa é saber o que é bom.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Querem novamente o voto de cabresto
Quem foi que disse que a consciência política dos jovens tem mudado? Continua a mesma enrolação de sempre: candidato é meu amigo e trás muita festa boa, então eu voto nele. E quer nem saber de propostas, histórico e o resto tudo que a gente vê na televisão direto.
Volta e meia a gente encontra um que diz que vai votar em quem as ideias são mais afins, mas isso é raridade. Parece que querem o voto de cabresto outra vez: votar em padrinho ou ser despejado de casa.
Tanto se diz a todo momento sobre o projeto ficha limpa, mas nós estamos vendo que, na prática não adianta muita coisa. O que barra mesmo o candidato é a nossa capacidade de distinguir o certo do errado. Tem muito candidato aí (inclusive na nossa região, que eu não vou citar nomes para não dizerem que fico fazendo a cabeça contra) que já roubou muito e já cometeu muitos crimes, mas tudo em nome de laranjas e todo mundo finge que não sabe pra não perder as regalias.
Com os meios que temos hoje em dia, devíamos estar com uma consciência política muito mais avançada. O que não falta é ferramentas para pesquisar o passado de deputados, prefeitos, senadores e etc. Votar por afinidade é favor, não adianta nada.
Volta e meia a gente encontra um que diz que vai votar em quem as ideias são mais afins, mas isso é raridade. Parece que querem o voto de cabresto outra vez: votar em padrinho ou ser despejado de casa.
Tanto se diz a todo momento sobre o projeto ficha limpa, mas nós estamos vendo que, na prática não adianta muita coisa. O que barra mesmo o candidato é a nossa capacidade de distinguir o certo do errado. Tem muito candidato aí (inclusive na nossa região, que eu não vou citar nomes para não dizerem que fico fazendo a cabeça contra) que já roubou muito e já cometeu muitos crimes, mas tudo em nome de laranjas e todo mundo finge que não sabe pra não perder as regalias.
Com os meios que temos hoje em dia, devíamos estar com uma consciência política muito mais avançada. O que não falta é ferramentas para pesquisar o passado de deputados, prefeitos, senadores e etc. Votar por afinidade é favor, não adianta nada.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Conformismo
É engraçado como a gente tende a sempre levar as coisas pro "ah, perdi agora mas de outra vez eu ganho". E, mais ainda, as pessoas se acostumaram a confiar na sorte. Outro dia perguntei a uma amiga - que não me lembro agora quem é - algo sobre usar o dinheiro que eu tinha no bolso para comprar um lanche e matar minha fome ou usar para jogar na loteria, e ela respondeu: "jogar na loteria, lógico!". Esse é um retrato geral do que todo mundo pensa hoje em dia. Ninguém se preocupa tanto com o necessário, mas com o supérfluo, o idealizado (tome nota: o mundo atual vive de idealizações).
Talvez estejamos vivendo não mais a geração coca-cola, mas, desta vez, a geração schincariol: sem gás e doce demais, inofensiva para as concorrentes.
Talvez estejamos vivendo não mais a geração coca-cola, mas, desta vez, a geração schincariol: sem gás e doce demais, inofensiva para as concorrentes.
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